Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

I love this game


Hoje vou falar-vos da minha modalidade favorita: o ténis. É um excelente exercício físico – apesar dos críticos da sua lateralidade – e um óptimo pretexto para travar novos conhecimentos e conviver.

Nos singulares, estamos em campo contra um adversário. É um momento de grande solidão mas também de superação das nossas próprias limitações. Chamo-lhe “xadrez físico”, porque temos que manter um grande controlo emocional e frieza, estudar atentamente o nosso opositor e descobrir os seus pontos fracos. Feito este diagnóstico, temos de nos focalizar neles e canalizar todo o nosso jogo para lá, para tentar tirar partido das suas debilidades.

Nos pares impera o jogo de equipa. O jogador de pares deve possuir, para além de todos os requisitos técnicos e físicos, características psicológicas especiais. Deve possuir um razoável coeficiente de inteligência emocional para ser tolerante e compreensivo, não apenas em relação aos seus próprios erros, mas fundamentalmente em relação aos erros do seu parceiro. Criticar ou colocar o ónus dos pontos perdidos no parceiro é o erro infantil do jogador de pares. Por isso, a estratégia de uma dupla de pares consiste, em primeiro lugar, em tentar quebrar a unidade da dupla adversária. Atingido este objectivo, a vitória surgirá invariavelmente. Numa equipa, ganham todos e perdem todos. Esta verdade tem de estar sempre presente na mente do jogador de pares.

Bill Jean King, uma célebre jogadora americana, disse uma vez que “Tennis is a perfect combination of violent action taking place in an atmosphere of total tranquillity.” É verdade, mas existem regras de fair-play que os jogadores se obrigam a respeitar. Aquele jogador que logra alcançar a vitória por meios ínvios é sempre olhado de viés no mundo do ténis.

Muito importante é sublinhar que as “lutas” têm lugar no court de ténis. Acabado o jogo, os jogadores cumprimentam-se e selam assim o fim da sua pugna. A rivalidade ficou no court e nunca deve ser transportada para o exterior. É por tudo isto que não me canso de afirmar que o ténis é uma escola de vida.

Mas o ténis é também uma paixão. Boris Becker disse que teve muitas mulheres, mas a sua verdadeira paixão foi e é o ténis. Mónica Seles afirmou que quando deixasse o ténis profissional iria jogar sempre ténis, a coisa mais importante na vida para ela. Last but not the least, um conhecido jogador nutria tal paixão pela raquete de ténis que era com ela que ele dormia. Quem me conhece sabe que tenho verdadeira paixão pelo ténis, mas quero aqui deixar bem claro que não chego a este extremo…
publicado por professornocyberspace às 22:18
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